terça-feira, 29 de setembro de 2009


Todas as decepções servem para nos ensinar, e nos deixar cada vez mais sensatos.
Levando-nos muitas vezes a procurar o consolo na dor.
E entender que um erro pode ter duas finalidades: Aprender com ele e conhecer os que nos rodeiam.

domingo, 27 de setembro de 2009

Flor de chuva

Havia um qualquer sentimento de inconformidade naquele autismo a que se obrigava. Não sabia se por medo, se por incapacidade de comunicar. Sentia-o, apenas e sofria deixada, displicentemente, ao abandono de si própria. Nesses instantes de angústia e de desentendimento, o egoísmo falava mais alto e cercava-se de muros de solidão e de pactos de silêncio. Consumia-a aquela inépcia para desatar pontas aos nós que as partidas da vida lhe pregavam. Era um sentimento letal, abrasivo que raiava o intolerável. Mas também, que conforto poderia existir quando o frio, chegado de mansinho, se aninhava, sem decoro, no sofá da própria vida?
Num jogo de toca e foge perscrutava o espelho mas não havia forma de encontrar o sorriso. Tudo quanto distinguia era um rosto baço, um olhar sem brilho e um rol de pedaços desfeitos dos sonhos que se permitira sonhar. Confinada à exiguidade daquele reflexo, esquadrinhava porquês. Todavia, não se detinha. Era um esforço inútil, pensava. Conhecia, de antemão, todas as respostas…
O inferno, nunca seria a urbe. O inferno era ela própria. Ela e aquela coisa enorme e funda, sem nome nem sentido, que abjurava mas que a incendiava, que ardia e se propagava dentro dela, como um tenebroso foco de infecção…
À beira do abismo, vacilava, entregue aos seus pensamentos. Os olhos cerrados cediam sob o peso das pálpebras. Sentia-se uma flor de chuva plantada no topo mais íngreme de uma falésia violentamente açoitada pelo mar. A partir da praia, era um minúsculo ponto sem importância, muitos poderiam observá-la mas só com um enorme esforço alguém a poderia alcançar…

(In “Ilhas de Solidão – Estórias da Vida de Uns e Outros”)

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

domingo, 20 de setembro de 2009

Viva como as flores

- Mestre, como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes. Sinto ódio das que são mentirosas. Sofro com as que caluniam.

- Pois viva como as flores, advertiu o mestre.

- Como é viver como as flores? - perguntou o discípulo.

Repare nestas flores, continuou o mestre, apontando lírios que cresciam no jardim. Elas nascem no esterco, entretanto, são puras e perfumadas.
Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas.
É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem. Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento. Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora. Isso é viver como as flores.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

"Nossa vida é a soma dos resultados das escolhas que fazemos,
consciente ou inconscientemente.
Se somos capazes de controlar nosso processo de escolher,
podemos controlar todos os aspectos de nossas vidas.
Desfrutamos, então, da liberdade que vem
do fato de estarmos em controle de nós mesmos."
Robert F. Bennet

domingo, 13 de setembro de 2009

Os únicos limites que existem são os que nós construimos.